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Santarita3
Viagens/Rio/Rio das Ostras/Costa Azul

Com a emoção do reconhecimento tomei o rumo da Costa Azul em Rio das Ostras.

Passados o mangue e a ponte, carregando minha sacola um pouco pesada por causa do Harry Potter 5 que tem sido um companheirão nem um pouco mala,ainda mais que é a edição super caprichada em Inglês que a  Marina me emprestou , percorri  a Rua Roberto Silveira  que vai da Av. Amaral Peixoto  à praia.

 

Essa referência tem um inside joke que só pode ser entendido por mim mesma e por quem porventura conheça minha proverbial desorientação.

Fui calorosamente acolhida pela Rosana no Albergue dos Coqueiros, ali à beira-mar, um verdadeiro luxo.

 

Olá praia!Olá Lagoa da Coca-Cola!

Cheguei bem na véspera da inauguração da orla revitalizada.Quase em frente ao albergue os operários montavam o palco para o show de Martinho da Vila.

.Impliquei com umas faixas em que os donos de algumas pousadas puxavam o saco do prefeito. Chove bastante.

 

No domingo bem cedo saí caçando um orelhão.Ou não havia ou estava quebrado.

Andei bastante fazendo pelo caminho reclamações com os operários, garis e policiais que davam os últimos retoques na nova orla.Falei pra um que já que estavam gastando montes podiam colocar mais telefones e ironicamente perguntei se não há telefones porque agora todos têm celular e meu interlocutor concordou.No final achei um bem perto do Albergue e o funcionário mais próximo escutou minha saga com uma cara de compreensão que me deixou boba.

Pra compensar o stress ainda antes do café nadei no mar e na lagoa.

Depois pra passar o tempo, visitei Rio das Ostras. A Casa de Cultura estava às moscas, nos restaurantes havia muita gente, a praia não é ruim, é brega (numa boa).

Voltei, dei um cochilo e fui com a Rosana apreciar o novo visual, o calçadão e os bancos de madeira que futuramente atrairão ratos, o paisagismo e os quiosques até são bonitos, mas me pareceram pouco perenes, feitos pra agradar uma temporada.

Sinceramente, um partido como o PV deveria levar em mais em consideração o meio ambiente.Acho que não é uma questão de só propiciar trabalho para o povo o que é muito louvável, mas de aproveitar quando há recursos de corrigir erros de décadas.Aliás, é cada vez mais urgente um Plano Nacional de Meio Ambiente e talvez uma cartilha básica onde os legisladores aprendessem umas quantas verdades. Mais tarde entrei no quiosque onde a prefeitura divulga sua obra.Por exemplo, pretendem construir na Costa Azul o maior aquário da América do Sul. Comecei a discutir com um funcionário se o caminho era mesmo esse, ele estava acompanhando meu raciocínio, quando se aproximou um outro e falou que o orçamento é participativo e patati patata.Caí fora dizendo que eu era só um viajante.

 

Na Tocolandia (um shopping local construído de Tocos que infelizmente concentra um comércio de péssimo gosto), encontramos uns rapazes de ONGS e a Rosana discutiu com eles sobre futuros planos para o turismo local.

Finalmente fomos à festa que estava se realizando num lindo hotel em frente ao mar oferecida pela comunidade de Costa Azul ao prefeito que inaugurava a obra.

Estava ótimo, o lugar lindo, os salgadinhos deliciosos, a bebida correta, as pessoas amáveis.Depois uma comitiva com direito a carro de época e tudo foi até o palco.

Aí o povo que com certeza aguardava o Martinho teve que ouvir o prefeito o secretário, o vereador, a mãe do...enfim todos os políticos que tinham ou não tinham algo a dizer.Muito chato, descabido.Tirei umas fotos e fui dormir.Nos intervalos de meus sonhos ouvia um pouco o Martinho cantando junto com a Orquestra Sinfônica que também não tinha nada a ver.Mais dormi bem.

 

De comum acordo com Rosana escrevi uma carta ao Secretário do Meio Ambiente sobre a situação da Lagoa Iriry cujo entorno estava cheiode lixo na segunda-feira.Tiraram os ambulantes de lá, mas ainda faltam placas proibindo ou explicando quanto tempo levam os materiais para se decompor, cestas de lixo, enfim um trabalho de monitoramento ambiental, porque o mais difícil a despoluição da Lagoa já foi feita, só gente como eu da cidade grande dá valor ao que é nos dias de hoje nadar numa lagoa limpa.

 

Na segunda acordei muito cedo, peguei o lanchinho que a Rosana me preparara e com o sol começando a colorir os lados da praia, fui pra estrada.

Há muito tempo queria conhecer Casimiro de Abreu.Matei minha vontade, porque fiquei lá horas esperando o ônibus para o Sana, região do rio Sana, Sana de Sena porque foi colonizado por franceses.

O caminho para o paraíso é cheio de curvas e ups e downs e o tempo fechou.

A vista é linda e valeu pela viagem toda.

Quando o ônibus chegou na vila eu estava bem cansada e o tempo fechou mais ainda.Então, só dei umas voltas, fotografei um pouco e peguei o ônibus de volta para Casimiro.Almoço tranqüilo, ciber-café e rapidinho pequei uma perua que me deixou na boca da Costa Azul.

Só no dia seguinte lembrei que na véspera o Silbeninho fez 56 anos (no céu com certeza) e eu fora mais uma vez poupada além de premiada com uma pequena visão do paraíso.Dei por falta do meu anelzinho que ele me deu quando de nosso compromisso em New York.Falei pra Rosana, eu já era outra, nem precisava mais do anel, mas mais tarde a Rosana achou o meu anel e fiquei feliz de novo.

 

Mais mar, mais lagoa, mais chuva, mais cochilos no confortável quarto coletivo que ocupei sozinha.

Mais passeios pela orla, reparando que ainda havia operários dando duroe jardineiros cuidando incessantemente dos novos jardins. Reclamei pra uns e outros que o calçamento era branco, um amor novinho, mas que ficaria horrível quando a temporada começasse, diziam rindo que não tinha problema ia ter gente lavando a calçada o tempo todo.Verifiquei depois no prospecto de propaganda que é um novo tipo de porcelana que está sendo testada na calçada.Quanto à água que parece haver de sobra, deveria também estar sendo controlada nesses tempos de escassez pela prefeitura que até é do PV.

 

No último dia, Rosana chamou um motorista e vistamos a região rural de Cantagalo onde a Rosana está pensando em fomentar turismo rural.O lugar é incrível, com fazendas e montanhas maravilhosas.Depois fomos ao centro, usamos um ciber-café e ficamos num quiosque vendo o sol se por discutindo turismo e ecologia com o Eduardo.

Fomo ao Bobi comprar um sanduíche pra Jade.Estava cheíssimo, comentamos que em vez de quebrarmos a cabeça com planos culturais, poderíamos encher as burras com uma franquia quiçá do McDonald.Acabei pagando quatro e cinqüenta por um sanduíche muito sem graça.Eu e todo o povo caímos na sedução do fast food, não tão saboroso, mas muderno.Pegamos carona até a porta do albergue com uns conhecidos da Rosana que estavam justamente conhecendo e adorando o local.

À noite, fui até o orelhão amigo e tinha um camarada falando no orelhão usando um outro telefone.Quando ele terminou, me ofereceu o uso de seu aparelho para eu economizar cartão.Fiz meu telefonema para o Rio e  percebi que  o camarada &friends continuariam  a festinha do público e do privado.                

      

 

 

cor de praia
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até linha de trem tem Casimiro
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uma cervejinha um papinho
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se repararem bem no fundo tem uma montanha
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